Book Cover: Diplomacia europeia : instituições, alargamento e o futuro da União
Parte di 2002 series:
  • Diplomacia europeia : instituições, alargamento e o futuro da União

F. Seixas da Costa foi Secretário de Estado dos Assuntos Europeus em dois governos chefiados por António Guterres, entre 1995 e 2001. Nesse período tiveram lugar duas revisões do Tratado da União Europeia (Amesterdão e Nice), a negociação das perspectivas financeiras (2000-2006), deu-se início aos novos processos de adesão, culminando com a presidência portuguesa da União Europeia em 2000. Como negociador principal português, Seixas da Costa foi um ator privilegiado num período crucial do processo de construção do projeto europeu. 'Diplomacia Europeia' é um testemunho pessoal da participação de Seixas Costa nesse processo e dos acontecimentos mais marcantes desses seis anos. Num estilo direto e com uma linguagem acessível, Seixas da Costa analisa o processo de reformas que tiveram lugar nesse período e reflete sobre o futuro possível/provável da União e das Instituições Europeias. O resultado final é, como Mário Soares salienta no prefácio ao livro, 'um rearranjo de vários textos de grande atualidade que envolve, na sua globalidade, uma visão integrada da posição de Portugal na União Europeia e dos grandes problemas comunitários que estão hoje em cima da mesa.'

Este livro reúne uma série de textos originais e de artigos publicados na imprensa nacional e estrangeira entre 1999 e 2000. O autor analisa, crítica e detalhadamente, a situação do Portugal de hoje na Europa de amanhã. Propõe-se efetuar o balanço entre o passado, o presente e o projeto em construção, mas que tarda em se concretizar. Nesta obra, sobressai o seu pensamento pró Europa Comunitária, de que Portugal depende e do qual não se pode alhear, apresentando as vantagens e pertinência da existência desta Comunidade que terá de assentar numa “consciência comum” da Europa.

Mário Soares expressa-se igualmente sobre temas que considera decisivos para Portugal e para a Europa, tais como: a globalização, a "nova economia", a necessidade de “represtigiar” a ONU, o acesso à água como direito humano, o ecumenismo como um dos caminhos para a paz, a União Europeia na encruzilhada, breve reflexão no começo do século XXI, "ser português, hoje".

O autor sustenta igualmente que o "difuso mal-estar", "pessimismo" e "descrença" instalados na sociedade portuguesa, não se devem "exclusivamente a um fenómeno psicológico", ou a algo ditado por razões exteriores, mas sim a razões estruturais que renascem quando as conjunturas são menos favoráveis.

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